10 bizarros experimentos médicos realizados no passado

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Alguns experimentos médicos realizados entre o século 19 e 20 eram inofensivos e até mesmo “bobos” perto daquilo que sabemos hoje em dia. Entretanto, outros experimentos são capazes de causar pavor e asco.

Confira nesse artigo 10 experimentos simplesmente bizarros realizados no passado.

10 – Crianças pobres servindo de cobaia

Em 1908, os médicos estavam desesperados atrás de uma cura ou prevenção para a tuberculose – que matou cerca de 110 mil pessoas nos Estados Unidos naquela época. Por isso, médicos de um hospital infantil de Washington começaram a realizar um procedimento nada ético: inocular 10 crianças de famílias pobres com bacilos da tuberculose sem o consentimento dos pais.

Quando foram descobertos, os médicos se negaram a liberar os nomes das crianças que foram utilizadas no experimento. De acordo com eles, como as crianças eram de famílias pobres, os pais poderiam “criar muitas objeções sobre o experimento”, caso soubessem de sua existência.

Ainda que ninguém duvide de que realmente a tuberculose era um problema emergencial, essa foi uma medida que violou completamente os direitos individuais das pessoas envolvidas.

9 – Experimentos sobre a cólera

Em 1871, a Rússia se preocupava com uma doença que causava muito temor na época: a cólera. Para tentar descobrir como a doença se espalhava, bem como entender o poder do pensamento na saúde de seres humanos, eles realizaram o seguinte procedimento:

Quatro homens – assassinos condenados -, foram colocados para dormir em camas onde pessoas haviam morrido com cólera, sem que lhes fosse dito absolutamente nada. Em seguida, os homens receberam camas limpas, diferentes. Mas dessa vez, foi dito para eles que ali haviam dormidos pessoas que morreram de cólera. De acordo com fontes da época, três dos quatro homens morreram com cólera quatro horas depois.

8 – Ferraduras da felicidade

Em 1895, os jornais dos Estados Unidos estavam efervescidos com um experimento médico realizado em Paris, envolvendo a felicidade. Um médico parisiense acreditava que a felicidade podia ser transferida de uma pessoa para outra, e para provar sua teoria, fez o seguinte:

O médico pediu para que uma pessoa colocasse uma ferradura em sua cabeça, com a crença de que a ferradura seria “magnetizadas” com os bons pensamentos. O objeto, então, era entregue a uma pessoa deprimida.

O médico acreditava que isso faria com que os pensamentos positivos fossem transferidos para quem colocasse a ferradura na cabeça. Mesmo que o experimento tenha funcionado em algumas vezes, não podemos descartar o fato de que a ferradura servia apenas como uma força visível de sugestão. Em outras palavras, colocar o objeto na cabeça pode ter influenciado algumas pessoas a sentir que estavam felizes.

7 – Atingido por um raio e depois enterrado vivo

Em uma história completamente bizarra, um homem teve uma morte trágica em 1881.

Conforme contam jornais e outras fontes da época, um rapaz foi atingido por um raio, e acabou ficando paralizado. Então, seus amigos tiveram a “brilhante” ideia de realizar um experimento médico com a pobre vítima. Eles pensaram que seu amigo estava paralizado porque ainda estava carregado com a eletricidade do raio. Então, chegaram à conclusão de que, já que a Terra é capaz de receber eletricidade de outras fontes, ela poderia também absorver a eletricidade supostamente existente no rapaz. Por isso, cavaram um buraco e o enterraram.

Infelizmente, a lógica dos amigos estava (como hoje em dia é óbvio) errada, e o pobre homem acabou morrendo.

6 – Envenenado por sugestão

Mais uma história sobre como nossa mente pode ser perversa. Relatos de 1904 dão conta de uma história que aconteceu em Havana, durante a guerra hispano-americana, em 1898. De acordo com os relatos, um cirurgião e um jovem soldado se envolveram em uma discussão e decidiram resolver os problemas com um “duelo”.

A forma que os dois escolheram para acertar as contas era uma brincadeira semelhante à roleta russa: duas pílulas, uma envenenada e outra completamente inofensiva. Quem escolhesse a pílula errada, morreria. O que o soldado não sabia é que tudo não passava de uma brincadeira de mau gosto.

Outros dois cirurgiões prepararam as pílulas, anunciando quando voltaram à cena: “A pílula fatal foi coberta com chá-montês”. O cirurgião envolvido na “discussão” pegou sua pílula, tranquilamente, sabendo que nada iria acontecer, já que tudo estava combinado.

Então, o soldado pegou a sua pílula e, ao perceber que ela tinha gosto de chá-montês, começou a ficar pálido, acreditando que havia consumido veneno. Depois disso, suas pernas começaram a ficar bambas, até que ele chegou a desmaiar no chão.

Foi então que os cirurgiões o acordaram com um gole de whiskey, e o fizeram saber que ele não havia ingerido absolutamente nada venenoso, apenas participado de um experimento para testar o poder da mente humana.

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