6 mulheres notáveis esquecidas pelos livros de história

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Ao longo da história, as mulheres de todo o mundo têm enfrentado obstáculos aparentemente intransponíveis ao buscar educação e oportunidades de carreira normalmente reservados para os homens.

Mas muitas vezes, mulheres excepcionais de diversas culturas provaram que eram mais do que capazes de alcançar realizações inovadoras, mesmo quando não apoiadas ou até mesmo contestadas por líderes da sociedade.

Aqui está uma lista de 10 mulheres extraordinárias – ativistas, cientistas e inovadoras – cujas notáveis ações merecem atenção e reconhecimento.

 

1. Sybil Ludington (1761-1839)

Sybil Ludington, aos seus 16 anos, completou um passeio noturno extenuante para alertar a milícia colonial norte americana sobre um ataque britânico.

Quando as tropas britânicas invadiram a cidade de Danbury, Connecticut, em 1777, Ludington, cuja família vivia nas proximidades, partiu a cavalo para alertar combatentes dispersos e exortá-los a se reunir na casa da família Ludington sob o comando de seu pai.

Sua viagem começou depois das 21:00 e durou até o amanhecer. Afirma-se que ela percorreu 64 quilômetros no seu trajeto. As forças revolucionárias conseguiram repelir os britânicos de Danbury naquele dia e a coragem de Ludington lhe rendeu o reconhecimento e agradecimento do então presidente George Washington, que lhe agradeceu pessoalmente na casa de sua família.

Sybil Ludington.
Sybil Ludington.

2. Elizabeth Jennings (1830-1901)

Elizabeth Jennings lutou por seus direitos civis em relação a sentar no transporte público. Assim como Rosa Parks – porém com mais de um século de antecedência -, Jennings desafiou a segregação quando tinha 24 anos, insistindo no seu direito a um assunto em um bonde em Nova York, mesmo depois do motorista branco tê-la ordenado que se retirasse.

No dia 16 de julho de 1854, Jennings foi retirada à força do veículo e empurrada para a rua pelo condutor e por um policial.

Depois que sua carta descrevendo o tratamento foi publicada no jornal New York Tribune, ela processou com sucesso a Third Avenue Railway Company. Jennings foi representada por Chester A. Arthur – que se tornaria presidente dos EUA alguns anos depois – e recebeu 225 dólares de indenização.

Seu caso foi um precedente importante e a maioria das linhas de bonde de Nova York foram integradas em 1860.

Elizabeth Jennings
Elizabeth Jennings

3. Ida Wells (1862 – 1931)

Escritora e ativista dos direitos civis, Ida Wells lançou aos 25 anos o que se tornaria uma campanha pública contra a injustiça. Em 1884, a nativa de Memphis entrou com uma ação contra a Chesapeake & Ohio Railroad Company, depois de ser retirada a força de um assento que se recusou a desocupar para que um passageiro branco sentasse.

Ela ganhou a causa, mas sua vitória foi anulada pelo Supremo Tribunal do Tennessee, Após isso, Wells passou a denunciar a injustiça, a violência e discriminação contra os negros no sul dos EUA. Após se mudar para Chicago, ela continuou sua luta contra a violência, a existência de escolas segregadas e pelo sufrágio feminino

Em 1930, Wells foi uma das primeiras mulheres negras a buscar um cargo público nos EUA, quando se candidatou a senadora do seu estado.

Ida Wells
Ida Wells

4. Marie Stopes (1880 – 1958)

Marie Stopes publicou seu primeiro estudo científico sobre as plantas em 1903 e recebeu o doutorado em botânica em 1904 pela Universidade de Munique. Ela foi uma das maiores especialistas no estudos de plantas antigas. Lecionou na Universidade de Manchester até 1910 e popularizou a vida fóssil vegeral com seu livro “Ancient plants”, em 1910.

Stopes também criou a terminologia científica e o esquema de classificação para o carvão que permanece em uso até hoje, além de ser uma pioneira em planejamento familiar: foi co-fundadora da primeira clinica de controle de natalidade da Grã-Bretanha, em 1921. Além disso, escreveu sobre contracepção, saúde reprodutiva e o casamento como uma parceria igualitária entre os sexos.

Marie Stopes
Marie Stopes

5. Clara Maass (1876 – 1901)

A partiu de 1898, Clara Maass foi enfermeira na guerra hispano-americana, atendendo soldados com doenças como dengue, malária e febre amarela.

Em 1901 se ofereceu para participar de um empreendimento arriscado para a comissão da febre amarela, que havia sido criada para investigar a transmissão da doença. Maass permitiu que fosse picada por mosquitos que se alimentavam de pacientes de febre amarela para testar se a doença poderia ser transmitida através da picada de mosquitos infectados.

Ela contraiu febre amarela e se recuperou. Porém, voluntariou-se novamente para ser picada e a comissão reunir mais informações. Novamente com febre amarela, se tornou uma vítima fatal.  Após sua morte ser amplamente divulgada, os experimentos com pessoas envolvendo a febre amarela acabaram, mas ajudou os cientistas a confirmar que os mosquitos são vetores da doença.

Clara Maass
Clara Maass

6. Wangari Maathai (1940-2011)

Primeira africana a ganhar o prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai falava sobre democracia e sustentabilidade no Quência. Ela fundou o Movimento Cinturão Verde, uma iniciativa que visava plantar árvores para evitar a erosão do solo, fornecer lenha e armazenar água da chuva.

A organização de Maathai se popularizou em 1977, quando ela mobilizou mulheres para combater o desmatamento que ameaça o sustento das comunidades rurais. O que começou no Quênia logo se espalhou por outros países da África e levou ao plantio de mais de 51 milhões de árvores apenas no Quênia, segundo o Movimento Cinturão Verde.

Maathai era pós graduada em biologia – a primeira mulher a conseguir este nível de graduação na África Oriental e Central. Ela também foi a primeira professora do Quênia e foi eleita para o parlamento do país em 2002, com 98% dos votos.

Wangari Maathai
Wangari Maathai

[LiveScience]

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