Descendentes de Maias podem ter maior risco de desenvolver diabetes

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Uma análise do genoma de 500 indivíduos Maias revela que alguns mexicanos têm um maior risco para desenvolver diabetes por conta de sua ancestralidade, e não sua dieta. O estudo foi divulgado pelos portais ‘Science’ e ‘IFLScience’.

Com a diabetes tipo 1, o corpo ataca as células que produzem a insulina, que é necessária para manter os níveis de açúcar moderados no sangue. Pessoas com o tipo 2 da diabetes, por outro lado, podem produzir insulina, mas seus corpos não respondem a ela da maneira como deveria. No México, cerca de 12% da população tem diabetes tipo 2.

No México, atualmente, os falantes do idioma Maia formam o segundo grupo indígena mais populoso, com 800 mil pessoas – a maioria vivendo na Península de Yucatán, no sudeste do país. Como os Maias foram culturalmente e geograficamente isolados por milhares de anos, o pool genético deles tornou-se menor e relativamente homogêneo. Isso significa que variações genéticas que em outros casos são raras, são comuns entre eles.

Para se essas variações estavam por trás dos casos de diabetes no sudeste do México, Maria Menjívar, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e suas colegas estudaram os genomas de 575 indivíduos Maias. Eles focaram especialmente em 10 variantes genéticas que já haviam sido ligadas previamente com um maior risco de diabetes, diz o portal ‘Science’.

Os pesquisadores descobriram que essas variações genéticas são muito comuns entre os Maias. O trabalho, que será publicado na próxima edição da revista ‘Gene’, pode impulsionar novos tratamentos para diferentes grupos étnicos do México. Além disso, é possível que o perfil genético dos Maias de alguma forma acelere as enzimas, resultando na rápida eliminação da medicação para diabetes do corpo.

De qualquer forma, alguns especialistas alertam que associar a ancestralidade Maia com um risco de diabetes é perigoso pois existem muitos outros fatores de risco desconhecidos, incluindo alguns que não são genéticos. Já que o país está tendo mais casos de diabetes nas últimas décadas, dietas modernas e estilo de vida não podem ser descartados. [IFLScience]

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