Editar genes humanos pode ser o maior desafio atual da genética

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Não são poucos os casos de seres humanos que passam por uma malformação dentro do útero materno. Mutações, doenças raras, morte, tudo isso é consequência de um processo que nós (ainda) não temos controle.

No entanto, um artigo do portal ‘NewScientist’ sugere que a edição de genes embrionários seja a principal batalha da genética atualmente.

De acordo com a publicação, diversas equipes médicas já tentaram avançar em pesquisas no ramo, mas acabam esbarrando na questão ética que envolve o assunto. Em alguns países, pesquisas envolvendo alterações genéticas ainda são proibidas por lei.

Até o momento, cientistas já sabem como injetar RNA em óvulos fertilizados em laboratório, cortando certas sequências de DNA. No entanto, a parte difícil disso tudo, adverte a publicação, é fazer com que o processo seja eficiente e seguro. Para modificar apenas um animal utilizando está técnica, são necessárias centenas de tentativas. Entretanto, graças ao processo chamado de CRISPR, a edição de genes tornou-se mais fácil e barata nos últimos anos.

Mas mesmo entre os cientistas existe uma polêmica. Alguns deles afirmam que a edição de genes humanos é perigosa, desnecessária e poderia levar a prática de “desenhar” crianças, o que é contra a moral de uma parcela da população.

Mas um dos fatores positivos do desenvolvimento das pesquisas nesse ramo é a prevenção de doenças hereditárias – principalmente naquelas causadas por um gene específico, como a fibrose cística. Além disso, cientistas sugerem que nós provavelmente herdamos dezenas, se não centenas de variantes genéticas que nos proporcionam maior propensão a doenças como o câncer, depressão e etc.

A parcela dos cientistas que defendem a edição genética dizem não acreditar que muitos pais pagariam uma quantia altíssima e correriam riscos graves apenas para dar um olho azul a seu bebê. No entanto, a certeza é de que essa discussão moral e ética perdurará ainda por alguns anos. [NewScientist]

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