Esses caracóis vivem no fundo do oceano, e são diferentes de TUDO o que você já viu

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Abaixo da superfície do Oceano Índico se encontram fontes hidrotermais que cospem água escaldante no mar. Estas aberturas, aquecidas pelo magma da Terra, entram em erupção em jatos de “tinta” preta, e, você pode pensar que é um lugar inóspito demais para alguém chamar de lar.

Isto é, a menos que você seja o gastrópode Chrysomallon squamiferumou. Estes caracóis se encontram nesta parte do mundo não muito aconchegante, e desenvolveram uma série de adaptações muito loucas para viver em tal lugar.

Feita de sulfuretos de ferro, a camada exterior contêm pequenos grãos que ajudam a dissipar a energia de um possível ataque, espalhando-se por toda a região externa. A camada do meio, mais suave, ajuda a proteger a parte frágil do interior de quebrar. Já a interna, feita de aragonite, protege o corpo do caracol de uma lesão.

Suas camadas são cobertas principalmente de pirita, vulgarmente conhecida como “ouro de tolo”, e greigite, que é magnético. Os metais nos seus corpos vêm das aberturas de ventilação, que são ricas em minerais, metais e sulfuretos, expelindo-se a partir do interior da terra. Estas camadas blindadas da concha do caracol servem como defesa contra predadores, e podem danificar as garras de um atacante. Na verdade, é tão eficaz que os militares EUA chegaram a estudar o caracol à procura de inspiração para novos modelos de armaduras para soldados.

O gastrópode foi descoberto pela primeira vez em 2001, a uma profundidade de mais de 2 quilômetros no Oceano Índico.

As temperaturas dos fluidos expelidos das fontes hidrotermais podem atingir até 400 graus Celsius, algo mortal para a maioria das criaturas. 

Na verdade, existem duas variedades destes caramujos que vivem em diferentes campos hidrotermais. No campo Kairei, os caracóis são pretos e ricos em ferro, e são realmente magnéticos. No campo Solitaire, os caracóis não possuem ferro e são de cor branca, sem propriedades magnéticas.

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