Hibernar é a solução

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O Centro Médico Universitário de Groningen (UMCG), na Holanda, se debruçou sobre uma pesquisa um tanto quanto diferente, mas que pode salvar vidas de seres humanos. Partindo do fato que alguns animais hibernam e outros não, eles tentaram entender porque esses dorminhocos não têm os mesmos problemas de saúde que os não privilegiados.

Quando um animal hiberna, ele chega a ficar até seis meses em sono profundo. Nesse estado, o coração dele diminui o batimento, corre menos sangue e diminui a dependência de oxigênio. E foi observando essas características que o cientista holandês Robert Henning liderou uma pesquisa para tentar criar uma hibernação induzida, que pode, entre outras coisas, diminuir os efeitos do mal de Alzheimer.

O segredo da pesquisa está no Sulfeto de Hidrogênio (H2S), que os cientistas encontraram em grande concentração no corpo dos animais que estavam hibernando. Esse princípio pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos e medicamentos para gerar mais resistência ao frio.

Na prática, os cientistas descobriram uma forma de desacelerar algumas doenças que não há cura, como o Alzheimer e diabetes tipo 2, além de diminuir os efeitos da obesidade. Isso só foi possível porque os cientistas observaram que os animais, enquanto hibernam, seu sangue não coagula e diminui os danos aos órgãos, em comparação aos demais animais.

Esses são só alguns dos passos que a pesquisa pode dar em seu princípio, mais para frente a expectativa é que exista outros tipos de uso. Tanto é promissor esse estudo que a Agência Espacial Europeia colocou Henning como um conselheiro em missões espaciais longas. Já imaginou alguém hibernando em uma viagem da Terra até Marte? Além disso, a Sulfateq, uma empresa comercial, assumiu o desenvolvimento da pesquisa. Só nos resta aguardar os próximos passos. [ScienceAlert]

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