Johann von Schonenberg: o arcebispo que caçou 386 ‘bruxas’

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A caça às bruxas promovida por um temor geral dissipado pela Igreja Católica entre os séculos 15 e 17 acarretou na perseguição e morte de milhares de pessoas ligadas à química, biologia, herbologia e até mesmo populares completamente inocentes.

E um dos maiores, se não o maior caçador de bruxas foi Johann von Schonenberg, um arcebispo que viveu no final do século 16, na cidade alemã de Trier (Tréveris), que estava tendo problemas frequentes de esterilidade entre seus moradores. Sem nenhuma outra causa aparente para a questão, Schonenberg realizou uma verdadeira ‘limpa’ na cidade. Ninguém se livrou das acusações, todos eram analisados pelo arcebispo: juízes, padres, políticos e populares.

Os que não foram executados perderam todos seus bens e foram exilados junto com seus filhos. Ao todo, entre 1581 e 1593, cerca de 368 pessoas foram executadas apenas na cidade de Trier, além daquelas mortes que não foram contabilizadas. E tudo isso por intermédio Schonenberg, que foi membro do colégio eleitoral do Sacro Império Romano e tinha uma posição de grande poder. Poder esse que foi utilizado: todos os que se opunham a ele eram rapidamente presos, perseguidos e normalmente acabavam mortos.

O arcebispo assassinava suas vítimas alegando que queria promover uma limpa na sua terra, exterminando bruxas, judeus e protestantes. A matança terminou em 1593, deixando um rastro de sangue e sofrimento na cidade de Trier.

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