O maior sítio arqueológico mundial foi muito danificado pelos EUA

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Grandes patrimônios históricos e da humanidade já foram destruídos ao longo do tempo por guerras e outros tipos de intervenções humanas. Mas aquele que talvez seja o sítio arqueológico de mais valor em todo o mundo, as ruínas da antiga Babilônia, sofreu muitos danos durante a guerra dos Estados Unidos com o Iraque, a partir da invasão em 2003. No entanto, a mídia ocidental pouco falou sobre isso desde então.

O fato é que no momento da invasão dos EUA no território iraquiano, em 2003, as Forças Marinhas Americanas usaram as ruínas da Babilônia como uma base, no intuito de proteger o local de saques. De acordo com especialistas, entretanto, essa própria ocupação americana causou danos sérios às ruínas. O grande número de veículos militares danificou a alvenaria pré-histórica, que quebrou em vários pontos por conta do peso dos veículos. As vibrações dos helicópteros também causaram sérios problemas no topo de uma das construções, que chegou a desmoronar. O cascalho utilizado pelos americanos para criar áreas de estacionamento contaminou de forma irreparável os depósitos arqueológicos, e algumas pedras preciosas também foram utilizadas para encher sacos de areia.

Depois de ouvir as reclamações dos arqueólogos, um oficial do exército americano apareceu nos meios de comunicação se desculpando pelos danos, e garantindo que todo de movimentação americana por terra seria interrompido. Mas o oficial não deixou de afirmar que, sem a presença dos Estados Unidos nas ruínas, o estrago seria ainda maior. [NBS]

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