O sangue de jovens pode beneficiar o cérebro dos mais velhos?

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Existem algumas passagens da história da humanidade que mostram pessoas que eram fascinadas pelo sangue de jovens mulheres, acreditando que ele poderia rejuvenescer. O caso mais notório é o de Elizabeth (ou Isabel) Bathory, uma condessa húngara que cometeu uma série de crimes cruéis, todos ligados à sua obsessão pela beleza e pelo sangue de garotas.

Mas será que existe algo de razão na crença de que o sangue jovem pode fazer algum tipo de bem para os mais velhos? Talvez não da maneira como Bathory imaginava, mas a ciência diz que talvez.

Os cientistas já sabem que o sangue de pessoas jovens possui alguns componentes que podem beneficiar o cérebro de pessoas com Alzheimer, e estão agora estudando como os transplantes poderiam ajudar os idosos com a condição.

Algumas pesquisas feitas em animais mostraram que o sangue dos mais jovens pode combater alguns efeitos do envelhecimento no cérebro, como a aprendizagem e memória, bem como a geração de novas células. Agora, os pesquisadores precisam testar a eficácia em seres humanos. “A possibilidade de que um ou mais proteínas no sangue jovem humano possa rejuvenescer uma diversidade de órgãos é encantadora e pode impulsionar novas pesquisas”, disse o professor de neurologia Tony Wyss-Coray, da Escola de Medicina da Universidade deStanford.

Em estudos, pesquisadores conectaram as veias sanguíneas de roedores jovens e idosos, fazendo com que eles tivessem um suprimento de sangue em comum. Eles descobriram, então, que após um ferimento, o roedor mais velho mostrou melhores resultados ao reparar músculos e ossos em comparação com os ratos idosos que não estavam conectados aos mais jovens.

Experimentos posteriores mostraram que roedores ‘idosos’ que foram expostos ao sangue jovem tiveram um aumento no número de células cerebrais em partes do cérebro que têm ligação com a memória. Além disso, um estudo de 2014 descobriu que a injeção de plasma sanguíneo de roedores jovens nos mais velhos por três semanas melhora a capacidade de aprendizagem e memória.

No entanto, ainda não existe nenhuma previsão para que técnicas desse tipo sejam utilizadas em seres humanos. No momento, são apenas hipóteses. Talvez Elizabeth Bathory não estivesse completamente errada – apenas estava colocando o sangue no lugar errado. [LiveScience]

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