Os 10 experimentos humanos mais terríveis da história

0
129

A ética envolvida em pesquisas e experimentos evoluíram ao longo do tempo. Em determinadas épocas, prisioneiros, escravos ou até mesmo familiares de cientistas malucos foram utilizados como cobaias para testes. Em outros casos, alguns pesquisadores usaram seus próprios corpos como objeto de experimentos. Essa é uma lista com os 10 experimentos mais assustadores de todos os tempos.

10 – Experimento da Prisão de Stanford

O experimento da Prisão de Stanford foi um estudo psicológico de respostas humanas ao cativeiro e seus efeitos comportamentais em relação às autoridades e prisioneiros. O experimento foi conduzido em 1971 por uma equipe de pesquisadores liderados pelo psicólogo Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford.

Voluntários agiram como guardas e prisioneiros vivendo em uma prisão simulada no porão do edifício de psicologia da universidade.

Prisioneiros e guardas rapidamente se adaptaram aos seus papeis, e acabaram extrapolando os limites do que havia sido previsto, gerando situações perigosas e prejudiciais. Um terço dos guardas passaram a desenvolver tendências sádicas, enquanto muitos prisioneiros foram emocionalmente traumatizados. Zimbardo acabou percebendo os problemas do seu experimento e decidiu encerrá-lo imediatamente.

9 – O Estudo Monstro

O Estudo Monstro foi um experimento envolvendo a gagueira, realizado em 22 crianças órfãs em Davenport, Iowa-EUA, em 1939. O estudo foi liderado por Wendell Johnson, da Universidade de Iowa. Johnson escolheu uma de suas alunas de pós-graduação, Mary Tudor, para conduzir o experimento.

Depois de organizar as crianças em grupos experimentais e de controle, Tudor aplicou uma terapia de fala positiva para metade das crianças, elogiando a fluência de seus discursos, e uma outra terapia, de fala negativa, para a outra metade. Nessa segunda metade, as crianças eram menosprezadas em cada imperfeição da fala, sendo ofendidos por serem gagos. Muitas das crianças que não possuíam distúrbios de fala e foram submetidas à terapia de fala negativa, acabaram tendo efeitos psicológicos terríveis, e algumas até mesmo desenvolveram problemas de fala.

Apelidado de “Estudo Monstro” por alguns colegas de Johnson que estavam aterrorizados com o fato dele estar usando crianças órfãs como objeto de pesquisa, a pesquisa foi mantida em segredo para salvar a reputação de Johnson. Em 2001, a Universidade de Iowa pediu desculpas publicamente pelo ocorrido.

8 – Project 4.1 (ou Projeto 4.1)

O Projeto 4.1 foi a designação de um estudo médico conduzido pelos Estados Unidos envolvendo os habitantes das Ilhas Marshall que haviam sido expostos à radiação durante os testes nucleares chamados de “Castle Bravo”.

Na primeira década após o teste nuclear, os efeitos eram ambíguos e estatisticamente difíceis de serem relacionados com a exposição à radiação.

O problema nesse experimento foi que os habitantes das Ilhas Marhsall começaram a suspeitar de que o acidente nuclear da Castle Bravo foi premeditada, já pensando no experimento que seria realizado mais tarde.

7 – Projeto MKULTRA

Projeto MKULTRA foi o nome dado a um programa de pesquisa ilegal realizado pela CIA, envolvendo o controle de mentes. Os experimentos começaram em 1950 e duraram até o final dos anos 60. Existem muitas evidências publicadas de que o programa envolvia o uso de diversos tipos de drogas, bem como outros métodos, para manipular o estado mental dos indivíduos, no intuito de alterar o funcionamento cerebral e forçá-los a realizar algum tipo de confissão.

A pesquisa incluía a administração de LSD em empregados da CIA, militares, médicos, agentes governamentais, prostitutas, pessoas com distúrbios mentais e público em geral. Essas substâncias eram administradas sem o consentimento dos participantes (que também eram prospectados de maneira ilegal).

Em 1973, o diretor da CIA Richard Helms ordenou que todos os documentos da MKULTRA fossem destruídos, o que faz com que uma investigação completa do programa ilegal seja praticamente impossível.

6 – Aversion Project (Ou Projeto Aversão)

No chamado Projeto Aversão, o regime do apartheid da África do Sul forçou gays e lésbicas do exército a passar por operações de “troca de sexo” entre 1970 e 1980. Além disso, o estudo submeteu muitas pessoas à castração química, choques elétricos e outros procedimentos ilegais. Ainda que não se saiba o número exato de envolvidos, estima-se que pelo menos 900 pessoas passaram por esses experimentos ilegais e assustadores.

Quando os psiquiatras do regime suspeitavam de um membro homossexual no exército, o enviavam para o Hospital Militar, em Voortrekkerhoogte. Aqueles que não eram “curados” com drogas, terapias de choque, tratamentos hormonais e outros procedimentos radicais, eram então castrados quimicamente ou forçados a realizar operações de troca de sexo.

Aubrey Levin, líder do estudo, é agora professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Calgary.

Use o menu abaixo para continuar lendo o post.

Responder