Planeta é descoberto orbitando 2 sóis em zona habitável

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Ainda não é um Tatooine ou Magrathea, mas estamos chegando mais perto do sonho da ficção científica de um planeta habitável com dois sóis. A nave espacial Kepler identificou um planeta, chamado de Kepler-453b, que orbita duas estrelas, mantendo uma distância compatível com a água líquida e, portanto, vida. A mosca na sopa é que o planeta é um gigante de gás 60% maior do que Netuno – o que implica que a vida como a conhecemos não pode existir nele.

Planetas que orbitam duas estrelas são conhecidos como “circumbinários.” Antigamente, acreditava-se que era impossível um objeto manter uma órbita estável ao longo de bilhões de anos nessas condições, mas este é o décimo exemplo que a sonda Kepler encontrou. Diferentemente da maioria dos antecessores, Kepler-453b recebe luz suficiente para colocá-lo na zona habitável, nem muito quente nem muito frio para a água líquida fluir na superfície (se fosse um planeta rochoso, em vez de um gigante de gás).

A sonda Kepler detecta planetas conforme eles transitam na frente de sua estrela-mãe. Uma vez que planetas próximos a estrela passam por ela com muito mais frequência, a maioria dos objetos encontrados até agora têm órbitas curtas e, consequentemente, são muito quentes. Kepler-453b, por sua vez, leva 240 dias para orbitar uma de suas estrelas, os astrônomos anunciaram no Astrophysical Journal, disponível em pré-publicação no arXiv.

Uma das estrelas-mãe é um pouco menor e mais fraca do que o Sol, enquanto a outra tem apenas 19% da massa de nossa estrela, e fornece apenas 0,3% da luz do sistema. As duas estrelas orbitam-se a cada 27 dias.

A órbita de Kepler-453b é quase circular, por isso não experimenta variações de temperatura selvagens que podem tornar a vida impossível. A sua massa é desconhecida, sendo demasiado pequena para perturbar de forma mensurável as estrelas a uma tal distância.

“É incrível a sorte que tivemos em captura-lo no momento certo”, diz Kane. “O próximo trânsito não ocorrerá até 2066, enquanto os trânsitos da estrela secundária são muito fracos para serem detectados.

Os pesquisadores também sugerem (embora seja só especulação) que o planeta pode hospedar uma grande lua capaz de abrigar vida.  Imagine o pôr do sol em um mundo que orbita uma grande planeta orbitando duas estrelas. Deve ser incrível. [IFLScience]

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