Polêmica: Zimbábue está vendendo filhotes de elefante

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No começo deste ano, o Zimbabwe causou certo alvoroço após a divulgação da ideia de vender filhotes de elefante para outros países, com finalidade de entretenimento. Infelizmente, mesmo com a pressão de petições e clamor público para que os planos não fossem à pratica, 24 filhotes foram enviados para a China nesta semana para aparecem em zoológicos e circos.

Estimativas publicadas pelo portal americano ‘IFLScience’ dizem que cada filhote foi vendido por um valor entre 40 mil e 60 mil dólares. A quantia, de acordo com o governo do país, será utilizada em esforços de conservação ambiental – especificamente, para pagar o salário de ‘soldados’ que ficam na selva para proteger os animais. As autoridades afirmam que as populações de elefantes estão crescendo muito no Parque Nacional de Hwange – o maior do país -, e que as opções são vender ou abater os animais.

Ambientalistas de todo o mundo criticaram a prática do governo do Zimbabwe, principalmente por conta da maneira como os elefantes são transportados e pelo fato de separar filhotes de suas mães. “As condições em que esses animais são exportados é extremamente cruel, e nós condenamos a ideia de separar filhotes de elefantes das suas mães”, disse Johnny Rodrigues, do grupo Conservation Task Force, que briga pelos direitos dos animais.

Ainda que muita gente critique a prática do país, o Zimbabwe não está infringindo nenhuma lei internacional ao negociar os elefantes. A única regularização existente para a venda de elefantes tem relação com o comércio de marfim.

Estatísticas oficiais dizem que o Zimbabwe conta com 80 mil elefantes – mas esse número poderia facilmente ser reduzido para 42 mil. Nos últimos dois anos, estima-se que o país teve 100 mil elefantes assassinados por conta do negócio ilegal de marfim. [IFLScience]

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