Por que há tantas espécies de besouro no mundo?

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Há cerca de 380 mil espécies de besouros que conhecemos atualmente. Agora, pesquisadores que estudam o registro fóssil podem ter descoberto por que os besouros são o grupo mais ricos em espécies de animais no mundo: as taxas de extinção são historicamente baixas. Os resultados foram publicados na Proceedings of the Royal Society B esta semana.

Para que haja tantas espécies hoje, uma das duas coisas (ou ambas) provavelmente aconteceu: as espécies mais antigas continuam se reproduzindo ou novas espécies continuaram surgindo. “Grande parte do trabalho para entender por que os besouros são diversos é focado na especiação,” Dena Smith, da Universidade de Colorado, diz em um comunicado à imprensa.

Para ver se realmente tem a ver com altos índices de surgimento de espécies, Smith e Jonathan, da Universidade de Illinois, compilaram um banco de dados de ocorrências de fósseis de besouros usando catálogos de acesso aberto e trabalhos escritos de 1800 até 2014. A dupla terminou a construção de um banco de dados com 5.553 ocorrências de fósseis de besouro em 221 locais, sendo mais antigos que Plioceno (ou cerca de 5 milhões de anos). Alguns besouros são tão antigos como o período Permiano, 284 milhões anos atrás.

Todas as quatro sub-ordens que vivem hoje, assim como a maioria das famílias de besouros, estão preservadas no registro fóssil: 69% de todas as famílias de besouros já conhecidas e 63% das famílias de besouros vivas hoje.

Em comparação com o registro fóssil de outros grupos que variam de moluscos e corais até os vertebrados, besouros têm algumas das mais baixas taxas de extinção em nível de família que se conhecem. É quase desprezível. Além disso, nenhuma única família no maior subgrupo de besouros – Polyphaga, que inclui gorgulhos e escaravelhos – se extinguiu em toda a sua história evolutiva. Eles mantiveram uma taxa de extinção em nível de família de zero, mesmo durante grandes eventos de extinção em massa, como o que ocorreu há 65 milhões de anos e que dizimou os dinossauros.

“Ao olhar para a história fóssil do grupo, podemos ver que a extinção, ou melhor, a falta de extinção, pode ser tão importante, se não mais importante, do que a originação”, diz Smith. “Talvez devêssemos nos concentrar mais sobre o porquê os besouros são tão resistentes à extinção.”

Ela acrescenta: “Há várias coisas sobre besouros que os tornam extremamente flexíveis e capazes de se adaptar a situações de mudança” Os membros do Polyphaga, por exemplo, desfrutam de uma grande dieta de algas, plantas e outros animais. E a capacidade de besouros (juntamente com muitos outros insetos) de se metamorfosear a partir de larvas para adultos alados, significa que eles podem tirar proveito de diversos tipos de habitats durante as diferentes fases da vida. [IFLScience]

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