Que tal um sorvete que derrete lentamente?

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Seria de uma felicidade enorme poder desfrutar do seu sorvete sem se preocupar com ele pigando, derretendo e deixando sua mão toda melecada. Pensando nisso, recentemente duas universidades do Reino Unido anunciaram a chegada de uma possível solução para nós, com uma pequena mãozinha das bactérias.

Certos tipos de bactérias para proteger-se dos ataques de outros micróbios produzem o biofilme –  uma camada repelente de água que age como uma capa de chuva microbiana. Os pesquisadores isolaram uma proteína responsável pelos biofilmes, a BslA, a partir do Bacillus subtilis, uma bactéria encontrada na sujeira.

Quando o sorvete aquece, a gordura e o açúcar se separam (como azeite e vinagre). Isso faz com que bolhas de ar escapem e cristais de gelo derretam. Quando os cientistas adicionaram a BslA no sorvete, a gordura e o açúcar permaneceram misturadas, então a matriz de gelo e ar duraram mais tempo. Era possível pegar o sorvete normalmente no pote, porém pingava mais lentamente à medida que aquecia.

Você deve estar se perguntando – e o gosto? Podemos comer? A resposta é – ainda não sabemos nada sobre a palatabilidade. “Eu continuo brigando com as pessoas no meu laboratório para deixar-me prová-lo, mas até agora eu não consegui”, disse o físico biomolecular Cait MacPhee.

Embora BslA seja segura para comer – a Bacillus subtilis é utilizada para fazer natto, um prato de soja fermentado japonês – os cientistas ainda estão realizando testes. Se o processo puder ser aumentado para uma escala industrial, o sorvete que derrete lentamente pode chegar aos supermercados em apenas três anos.

Este artigo foi publicado originalmente pela revista Popular Science, sob o título de“The End of the Big Drip.”

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