Um incêndio subterrâneo queima há 100 anos na Índia. As fotografias são dramáticas

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O fotógrafo Ronny Sen acaba de ser premiado na segunda edição da Getty Images Instagram, que busca premiar os fotógrafos que são capazes de documentar comunidades que parecem esquecidas para o resto do mundo.

Neste caso, o artista indiano viajou para a cidade de Jharia, no estado de Jharkhand, nordeste do país, para documentar um constante fogo subterrâneo que ocorre dentro de uma mina de carvão. É sem dúvida uma situação alarmante que está afetando as condições de vida de uma comunidade que o tempo quer apagar.

Os incêndios subterrâneos começaram no ano de 1916, e desde então todos os habitantes da região foram afetados. No entanto, eles preferem ficar.

“O fogo subterrâneo em Jharia começou há mais de cem anos. As pessoas que vivem lá o veem desde que nasceram. Então, já é uma parte muito importante de suas vidas”, disse Ronny.

De acordo com os cientistas, o fogo é produzido quando o carvão arde espontaneamente em contato com o ar, que também produz um fumo venenoso que mantém a combustão.

A cidade de Jharia foi exposta ao fogo e fumaça por todos estes anos. Infelizmente, o carvão é um mineral que satisfaz 60% das necessidades energéticas da Índia.

Muitas das pessoas na região sofrem de doenças pulmonares e outras complicações de saúde. Além disso, a maioria das árvores e plantas não consegue sobreviver.

O clima da cidade também é terrível: os dias são quentes e há pouca corrente de ar.

Apesar das terríveis condições de vida, muitas pessoas pobres ainda trabalham nas minas de carvão em Jharia, e não podem deixar o local. Aparentemente, as necessidades econômicas são muito mais importantes do que físicas.

“Eu quero compartilhar minhas preocupações com um público mais vasto. Porque a história de Jharia não se limita apenas à Índia”, ele concluiu depois de ser premiado.

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