Vem aí o cérebro coletivo

0
208

O que parecia uma tarefa distante e praticamente impossível pode estar mais perto de ser realizada do que imaginávamos. Cientistas da Universidade Duke, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, conseguiram unir os cérebros de alguns animais em testes para unir cérebros através de uma interface.

A expectativa é que a evolução desse teste possa ajudar pessoas com distúrbios neurológicos a conseguirem se movimentar com a ajuda de pessoas com cérebros saudáveis ou até mesmo de um painel de controle que pode passar os comandos para o corpo.

Miguel Nicolelis, coordenador da pesquisa, desenvolveu dois experimentos. O primeiro com três macacos rhesus e outro com quatro ratos, em ambos os casos, as cobaias estavam ligadas entre si com o objetivo em comum.

O teste realizado com macacos usou um cordão com elétrodos para unir os três animais que estavam em salas diferentes. A tarefa deles era controlar o braço em dois eixos por pensamentos particulares. Com o estímulo de ganhar um suco para cada vez que a tarefa fosse cumprida, os macacos foram melhorando seus desempenhos com o passar das tentativas e ganhando mais recompensas, mas isso só funcionou quando eles trabalhavam juntos.

Já com os quatro ratos, eles deviam resolver um conjunto de problemas computacionais, como responder e iria chover com base na temperatura e pressão atmosférica e eles acertaram a resposta em 41% das vezes, o que os cientistas classificaram como um número acima de um “chutomêtro” aleatório.

Para realizar essa pesquisa foi necessário fazer um implante para monitorar os 700 neurônios de cada animal envolvido. Mas a expectativa é que no futuro seja usado um método menos invasivo para que torne mais prático o processo. Mesmo com muitas evoluções a ainda serem feitas, Andrea Stocco, do Departamento de Psicologia da Universidade de Washington, em Seattle, considera que esse é um passo incrível rumo à criação de um superorganismo.

O objetivo final do experimento é que em alguns anos pessoas com deficiências poderia compartilhar um cérebro saudável e reaprender habilidades que por algum motivo já tenham perdido, ou simplesmente conseguir movimentar algum membro paralisado. Ou até mesmo criar um computador orgânico através da ligação de vários cérebros juntos.

IFL Science

Responder